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12月24日

Linguas do Mundo!

Atualmente existem cerca de 6500 línguas diferentes em todo o mundo. Quase metade é falada com pouca freqüência. As chamadas línguas minoritárias e os dialetos estão sob forte ameaça de extinção.

A informação é da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) a partir de um estudo que analisa a pressão exercida naturalmente pelas línguas dominantes e a repressão política, apontadas como principais responsáveis pelo possível extermínio de cerca da metade dos 6500 idiomas falados em todo o mundo.

Tal redução pode causar sérios danos à riqueza lingüística mundial, conforme dados do relatório. O texto alerta que o desaparecimento de uma língua acarreta na perda definitiva de uma parte insubstituível do conhecimento humano. Em outras palavras, quando uma língua morre leva consigo a cultura do povo que praticava o idioma. E isso é irreversível.

Marion Andrea Strüssmann

4月22日

Dia Global do Voluntariado Jovem

Vamos participar do Dia Global do Voluntariado Jovem!
 
27,28 e 29 de abril de 2007
Hora:10:00horas
 
Local: Telecentro Trajetoria Mundial
Boa Vista Recife
 
Atividades:Multirao para reciclagem de micros e doações para voluntarios.
 
8月25日

Internet terá impacto "total" sobre a democracia

Mylena Fiori
Repórter da Agência Brasil

   
Brasília - Das propostas defendidas durante o mandato até os gastos em
campanhas anteriores e os processos sofridos na Justiça, as mais
diversas informações sobre candidatos estão hoje disponíveis a qualquer
cidadão, na internet. No Brasil, a rede mundial de computadores apenas
começa a mostrar suas possibilidades, mas, a médio prazo, o impacto pode ser
grande, avaliam especialistas. “O impacto sobre a democracia tende a
ser total”, avalia o jornalista Pedro Dória.

Em seu trabalho como blogueiro, espécie de colunista online, Dória
mapeia o mundo virtual indicando novos sites e ferramentas de acesso a
informação. O impacto da internet na política, segundo ele, tende a ser
maior na medida em que mais pessoas têm acesso à tecnologia. “A Coréia do
Sul, país com a maior densidade de gente com banda larga do mundo, tem
um partido político que se formou na Internet e hoje comanda o governo.
No Brasil, conforme o tempo avança, o impacto tende a ser maior e, como
na Coréia, isso vai mudar o jeito de fazer política”, diz ele.

Esta semana, entraram no ar, os bancos de dados do projeto Excelências,
da ONG Transparência Brasil. Quase 500 políticos que concorrem em
outubro à Câmara, seja à reeleição, ou após ocupar outro cargo público, têm
seu passado exposto aos internautas. A Radiobrás também disponibiliza
desde ontem (2) um levantamento sobre candidatos inelegíveis, em função
de problemas em prestações de contas. O trabalho foi totalmente feito a
partir de bancos de dados públicos, já disponíveis na internet.


“A Internet é um meio de acesso à informação muito importante, não só
para ver programas de governo ou saber quem está envolvido com
escândalos, mas também como ferramenta de cobrança”, avalia a vice-coordenadora
geral do Movimento Voto Consciente, Rosangela Torrezon.


Ela conta que uma campanha realizada na cidade de São Paulo levou à
aprovação de uma lei que obriga a publicação mensal, pela Internet, da
execução orçamentária do maior município brasileiro. “Isso é muito
simples, muito fácil de fazer, e os mais de 5600 muinicípios brasileiros
deveriam ter sites com ações do Executivo e do Legislativo”, propõe.

Rosangela destaca que, hoje, já se pode acompanhar, pela Internet, os
projetos em votação no Congresso e os trabalhos das comissões na Câmara
e no Senado, por exemplo. “Também existem blogs e muitas iniciativas
pessoais interessantes. Embora o acesso à Internet ainda seja restrito à
classe média, as ONGs podem acessar essas informações e repassar à
sociedade civil”, avalia.

Pedro Doria, que participou das primeiras iniciativas de introdução da
Internet no Brasil, lembra que apenas 10% dos brasileiros (menos de 20
milhões de pessoas) têm acesso à Internet. Além do ainda restrito
alcance, nem todos sabem utilizar a ferramenta da qual dispõem. “Os mais
velhos ainda têm um certo conservadorismo, acessam a rede de forma
capenga, e a garotada não tem maturidade para assimilar certos conceitos”,
avalia. “Quando esta geração estiver votando, daqui a 10 ou 15 anos, o
impacto da Internet será maior."

Ele acredita que os blogueiros podem fazer o papel multiplicador,
distribuindo informações que capturam na rede. “Um blogueiro ou alguém que
tenha curiosidade de pesquisar nesses arquivos pode reproduzir dados
sobre um candidato de sua cidade, por exemplo. Basta recortar, colar e
distribuir por e-mail. É nesse comportamento viral que a Internet pode ter
impacto”, avalia.
7月31日

SEDH e Conanda reúnem em Brasília conselheiros de direitos e tutelares de todo o Brasil

SEDH e Conanda reúnem em Brasília conselheiros de direitos e tutelares de todo o Brasil
Nos próximos dias 07, 08, 09 e 10 de agosto, cerca de 180 conselheiros tutelares e dos direitos da criança e do adolescente de todo o País estarão reunidos em Brasília para participar de duas atividades: a II Oficina sobre o Trabalho do Adolescente Aprendiz e o VIII Encontro de Articulação do Conanda com os Conselhos Estaduais e Municipais (das capitais) dos Direitos e Conselhos Tutelares. Os eventos são uma iniciativa do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), com apoio da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR).

Na Oficina, que será realizada nos dias 7 e 8 (pela manhã), serão discutidos o Decreto 5.598/05 e a Lei 11.180/05. Ambos tratam da inserção do adolescente, na função de aprendiz, no mercado de trabalho. Participarão da discussão, além da SEDH e do Conanda, os Ministério do Trabalho, da Educação, o Ministério Público do Trabalho e o Fórum Nacional para Erradicação do Trabalho Infantil. As Fundações Abrinq, Gol de Letra e Roberto Marinho também foram convidadas a participar, junto com as Centrais Sindicais, o Instituto Ethos e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Já o VIII Encontro de Articulação do Conanda com Conselhos de Direitos e Conselhos Tutelares, do dia 08 (à tarde) a 10.08, tem como objetivo analisar a situação da criança e do adolescente no contexto ético-político-social e o valor estratégico dos conselhos como instrumentos de transformação social. A proposta é que os conselhos, em todas as suas esferas, pactuem suas agendas para consolidar os avanços obtidos. Entre os temas que serão discutidos no Encontro estão o Sistema de Garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes, os Fundos Públicos, a convivência familiar e comunitária, o caráter dos Conselhos Tutelares como uma instância de defesa (dentro das prerrogativas do Estado Democrático de Direito), o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) e o papel das Conferências (nacionais e estaduais) dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes no fortalecimento do Sistema de Garantia de Direitos.

Fonte: Secretaria Especial dos Direitos Humanos
Fone: (0XX61) 3429.3142 / 3454 - (0XX61) 3223.2260
e-mail: direitoshumanos@sedh.gov.br
7月2日

INTERNET COMO BEM PÚBLICO

INTERNET COMO BEM PÚBLICO O consultor Vilson Vedana defendeu uma ampliação da perspectiva conceitual do que seja inclusão digital. “A Internet hoje tem que ser percebida como um bem público, assim como a água e a energia elétrica. A diferença é que esses últimos são bens escassos, enquanto a informação viabilizada pela Internet é um bem inesgotável”, compara Vedana. Consultor na Área de Comunicação, Ciência e Tecnologia, Informática e Telecomunicações da Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados, Vedana propôs, no Conip, a criação de redes municipais de informação, utilizando as novas tecnologias, como wireless (sem fio), para criar o modelo de cidades digitais. “A construção dessas redes pode ser feita de maneira descentralizada, por uma iniciativa das prefeituras ou de órgãos e entidades locais, criando bolhas de conectividade em torno de toda a cidade”, sugeriu o consultor. ¨O sistema sem fio custa um décimo dos tradicionais”. A idéia é oferecer Internet de graça com o uso combinado de antenas de Wi-Fi e WiMax, respeitando as características sociais, culturais, topográficas e urbanas de cada localidade. “A tecnologia tem que ser neutra e tem que usar a solução que melhor se adapta à cada região. É uma alternativa eficiente, barata e sustentável, e com um imenso impacto social e econômico. É isso que está acontecendo em várias cidades do mundo”. Ele informou que existem hoje inúmeros hotspots (áreas de conexão à Internet, como cibercafés) em todo o mundo, 50 mil deles só nos Estados Unidos. Esse modelo poderia ser ampliado para propiciar a Internet em nível municipal. No Brasil, segundo o consultor, a cidade paulista de Sud Menucci oferece acesso gratuito à Internet, conectando não apenas o cidadão, mas também escolas, hospitais, delegacias e a prefeitura. O sistema utilizado é baseada numa antena com raio de cobertura de 10 quilômetros e oferece o sinal e o provedor gratuitamente a todos. “A taxa de acesso à Internet de Sud Menucci é de 25%, o dobro da taxa nacional. Além disso a Internet viabiliza a telefonia gratuita, por meio da Voz sobre IP (VoIP). CUSTO REDUZIDO Em Sud Menucci, o custo de implantação do sistema foi de R$ 35 mil e a manutenção custa R$ 8 mil, representando custo unitário de implantação por computador de R$ 70. De imediato, para a prestação, pelos municípios, do serviço de Internet gratuita, seria necessário apenas, segundo explicou o consultor, a obtenção de uma licença da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM). Isso permitiria a instalação de provedores de Internet locais, barateando o custo de implantação e, principalmente, a manutenção do programa. “O modelo que proponho é similar ao da televisão aberta, em que o sinal é gratuito, mas o serviço é um negócio financiado pela publicidade”. PROJETO DE LEI PARA USO DO FUST O consultor de Telecomunicação da Câmara dos Deputados disse que a aprovação do projeto de lei número 3.839/2000, em tramitação na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara, soluciona o principal problema para a implantação de um programa nacional, de maneira descentralizada, de Internet pública e gratuita. Em Substitutivo ao Projeto e seus apensos, a relatora, deputada Luiza Erundina, propõe o uso dos recursos do Fundo de Universalização das Telecomunicações (FUST), provenientes de 1% da receita bruta das empresas de telecomunicações, para a disseminação da Internet. Para tanto, o substitutivo altera a Lei que criou o Fust e a Lei Geral de Telecomunicações (Lei n 4.972/97), para permitir a ampla concorrência entre empresas de vários segmentos, não apenas no setor de telefonia, na implantação dos serviços. O substitutivo outorga aos municípios uma licença e a frequência necessária para prestar o atendimento. Desde sua criação, o FUST já arrecadou R$ 4,65 milhões. O FUTURO DAS TELECOMUNICAÇÕES É A INTERNET “O futuro das telecomunicações é a Internet, e não a telefonia”, sentenciou o consultor em sua apresentação. Vedana considerou um equívoco a proposta cogitada pela agência reguladora de criar um novo sistema em regime público para oferecer a Internet e evitar mudanças na legislação.¨Isso significa fazer uma concessão, assinar um contrato e criar obrigações de universalização e cobrar uma tarifa, indo contra a tendência mundial”. Ele defendeu que as empresas de telefonia devem perceber que o mercado está mudando. “As teles terão que mudar de visão. Na Inglaterra, a British Telecom anunciou em maio que vai fornecer Internet gratuita no País, depois que uma pequena empresa disse que o faria. Nos Estados Unidos, há empresas se movimentando neste sentido.¨ Finalizando, Vedana explicou porque a Internet pode ser gratuita, como um serviço público municipal. “O sistema de telecomunicações é diferente de outros serviços básicos, como água, que precisa ser tratada, e o gás, que precisa ser extraído. Além disso, o custo de sua instalação é baixo. Por isso, ele pode ser gratuito.” Ele alertou que, sem os subsídios para a implantação, os municípios não conseguirão caminhar sozinhos. “Esse modelo vai revolucionar a educação, a saúde, a economia e todos os ramos da vida do indivíduo. Podemos ser o primeiro país do mundo a fazer isso”, conclamou o consultor.
6月26日

Tecnologias para a educação no século XXI

Roberto Aparici
 
 

Inclusão e exclusão podem estar em um mesmo grupo de trabalho. A nova conquista da globalização se dá através da cultura, da informação, telefonia. A telefonia é um controle da comunicação, futuramente será possível ver através da telefonia.

 

A exclusão não se dá somente pelos que não possuem R$.  A interatividade é muito mais que um teclado. A comunicação é um assunto de todos e de cada um, é uma questão de cidadania.

 

Como podemos mudar nossa tecnologia? A comunicação não é só para quem fala, mas para todos que a fazem.

 

Como mudar um espaço que já é tão vertical?

 

Família              pode haver autoritários na família. Como matar esse autoritarism que temos dentro de nós?

 

Pablo Picasso dizia que os computadores eram bobos porque não fazem perguntas, só dão respostas.

 

Onde está a verdadeira mudança?

 

ü      Modelo bancário é vertical           um fala, o outro escuta e “aprende”.

 

ü      Modelo falsamente democrático       todos com o mesmo tipo de ideologia. Quando você entra em um programa e ele te diz tudo que vai fazer, você não pode agregar nada ao programa.

 

ü      Modelo horizontal     todos compartilhamos o ato de aprendizagem, do processo de comunicação.    Como desaprender o modelo bancário se aprendemos tudo com este modelo?

 

Gastamos a maior parte do tempo aprendendo a usar a tecnologia. Como poderíamos utilizar a informação em conhecimento?

 

Modelo: Na escola, TV, fazemos um modelo de doar informação e não de comunicação. Existe memória, reprodução. Reproduzimos o mesmo que nossos mestres nos ensinaram.

 

 

 

Como transformar a informação em um ato comunicativo?

 

Somos como atores e fazemos a mesma peça de teatro todos os anos. A internet e outras práticas tecnológicas podem ser uma fonte de buscar outras alternativas de comunicação.

 

A aprendizagem não se dá somente no começo da vida, é um processo continuo. A teoria da aprendizagem está vinculada ao modelo de comunicação. Podemos fazer outra prática de aprendizagem, em que todos aprendam com todos.

 

No Brasil há uma enorme diversidade cultural, mas somos representativos de brancos. A TV marginaliza quem é não é representação, é excluído.  É verdade que já se apresenta determinada mudança, com folhetos representativos, onde não se mostra só brancos.

 

Livros: Quantos personagens são brancos e quantos são negros? Essa mestiçagem deve ser mostrada dentro das tecnologias, estas deve servir a igualdade e não se utilizar do preconceito.

 

Temos que trabalhar em cima do conhecimento e da informação em não em um modelo, trabalhar em cima do conteúdo.

 

Modelo condutista – modelo linear – conteúdo: pergunta e só uma resposta.

 

Descobrir se a tecnologia nos dá estímulo a descarga elétrica. Está sendo dada de diversas maneiras. Como se faz de outras maneiras? Tem que buscar respostas junto aos alunos, aos pais, a comunidade.

 

Buscamos um ato de dizer: não temos mais o controle da informação, estaremos sempre sem respostas, ou o rumo da informação.

 

Solidariedade na educação. Ao mesmo tempo somos um EMIREC – emissor e receptor. A tecnologia tem que se moldar a nós em não nós a ela.

 

www.uned.es/nte

 

A mídia com as tecnologias constrói a nova realidade, porém nós é que temos que construir essa realidade e até a realidade da mídia.

Aluno Monitor

O aluno-monitor na sala de informática*

Quem é o monitor? Um aluno? Um professor? É uma figura muito importante na sala de informática da escola: ele pode contribuir para o sucesso das atividades pedagógicas ali desenvolvidas.

O que é preciso para ser monitor? Ter conhecimentos de informática, disponibilidade de horário, facilidade nas relações humanas, fluência na linguagem oral, demonstração de iniciativa e criatividade, habilidade na escrita e gosto pelo trabalho coletivo.

O monitor não é apenas aluno, ele faz a ponte entre a Internet e o professor. Apoiar o uso da sala de informática da escola em geral é a principal função do monitor. Esse apoio abrange muitas outras atividades que ele pode desenvolver para facilitar e potencializar o uso desse espaço tão importante na escola.

As atividades do monitor:

  • Explorar os recursos técnicos oferecidos pelos equipamentos da sala de informática.
  • Aproximar os educadores desses recursos, desde os equipamentos até as ferramentas da Internet.
  • Complementar as atividades propostas pelos educadores, buscando sites de interesse do conteúdo curricular para o professor conhecer e então decidir se usará com a classe.
  • Apoiar os educadores nas atividades com os alunos, dividindo-se no atendimento a eles durante a aula.
  • Organizar atividades na sala de informática fora do período das aulas: momentos de pesquisa de alunos e professores.
  • Organizar o uso da sala para a comunidade escolar e a comunidade em geral: pesquisa, comunicação e serviços.

Plano de trabalho do monitor


Em 2002, o EducaRede produziu o "Caderno do Monitor" para auxiliar os alunos-monitores do Aulas Unidas, projeto de intercâmbio entre escolas, realizado em 2002 e 2003.

É muito importante que o monitor, junto com o professor responsável pela sala de informática e/ou coordenador pedagógico da escola, monte um plano de trabalho para a sala de informática.

O planejamento do uso da sala de informática da escola começa com uma visão geral do ambiente. Um começo de conversa pode ser:

  • Quais são os objetivos do uso da sala de informática?
  • Quais os tipos de uso que a sala de informática poderá contemplar?
  • Qual o público que utilizará esse espaço?
  • Quais os horários de uso?
  • Quem são os responsáveis?
  • Quais são as regras de bom uso desse espaço?
  • O que pode acontecer se as regras de bom uso forem desobedecidas?

Após esse levantamento, é interessante que se organize um documento a ser anexado no "Quadro de Avisos" da sala com os objetivos e combinados de uso da sala de informática.

Para facilitar a organização das atividades, é necessário pensar a divisão de horários para uso da sala de informática por professores e alunos: atividades de pesquisa e estudo, formação dos docentes, uso da sala pela comunidade local etc. É interessante que todos os professores da escola conheçam essa organização para que possam se planejar para e fazer suas demandas aos monitores.

Passando do macro-planejamento para o micro-planejamento, é importante que os monitores reúnam-se com os professores que utilizarão a sala de informática. Professor e aluno-monitor devem fazer um plano de trabalho semanal ou mensal para a sala de informática. Definir metas e atividades é muito importante, e mesmo que o planejamento não seja rígido, deve-se deixar bem claro aonde se quer chegar.

Qualquer plano requer um conhecimento prévio da situação. Saber qual a situação inicial é a base para definir os pontos de partida. Antes de definir aonde se quer chegar, é preciso saber de onde se vai partir. Neste ponto o aluno-monitor pode ajudar o professora levantar:

  • O que o professor espera do uso da sala de informática com seus alunos?
  • Quais recursos o professor conhece e utiliza?
  • Quais recursos os alunos conhecem e utilizam?

Conhecendo melhor o grupo, fica mais fácil planejar as atividades. Mas, antes de defini-las, é preciso considerar o que queremos fazer, que recursos e tempo disponíveis, o que se quer ensinar e quem vai aprender. Com esse cuidado, as propostas de atividades serão mais adequadas.

Para acompanhar o uso da sala de informática, registrar é importante. O registro é a memória do que se pensou em fazer, do que se fez e do que ainda precisa ser feito. Mantendo o registro do trabalho, organiza-se melhor e não se esquece do que já aconteceu. Portanto, sugere-se que o professor, junto com o aluno-monitor, registrem os processos e as necessidades das atividades desenvolvidas (veja sugestão de formulário de registro).

Dicas para um bom trabalho

Como explicamos, a função do monitor não é só fazer o acompanhamento técnico da sala de informática. Ele tem de se relacionar bem com as pessoas, e isso não é pouco. Por isso, relacionamos abaixo algumas dicas que ajudarão o monitor a fazer um bom trabalho:

  • Manter o ânimo e o bom humor.
  • Quando surgir uma pergunta que não souber responder, dizer honestamente que não sabe. Uma possibilidade é convidar o grupo a pesquisar e ajudar a encontrar a resposta.
  • Saber dividir o tempo, ficando atento ao relógio.
  • Ser flexível e fazer adaptações de acordo com a necessidade do grupo que está na sala de informática no momento.
  • Acolher com carinho e respeito cada integrante do grupo.
  • Saber ouvir e estar aberto às contribuições dos professores e alunos.
  • Ter objetividade na condução dos trabalhos.
  • Tentar lembrar do nome das pessoas durante as atividades, pois isso fortalece a auto-estima dos participantes.
  • Ganhar a confiança das pessoas, estabelecer vínculos tornando-se um verdadeiro parceiro.
  • Procurar saber qual o grau de conhecimento que a pessoa tem de um determinado conteúdo/ferramenta e partir deste ponto para ensinar novidades.
  • Ter paciência com o tempo do outro e respeitar o ritmo das pessoas. 

Veja o que o aluno-monitor pode fazer em situações problemáticas.

* Este texto foi baseado na publicação:
CENPEC, Caderno do Monitor (versão preliminar), 2002. Texto produzido por Alice Lanalice e Mílada T. Gonçalves

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Planejamento de atividade na sala de informática

Professor: _________________________________
Aluno-Monitor: ______________________________
Atividades da turma: _________________________
Série: _________ Horário: ___________

Conteúdos curriculares:

Atividade 1

Dinâmica:
Programas e softwares utilizados:
Ferramentas de comunicação a distância:
Fontes de pesquisa:
De que forma o aluno-monitor poderá atuar na atividade:
Pendências para a próxima atividade:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mesmo com todas esses cuidados, na função de aluno-monitor, podem surgir algumas situações problemáticas. O que fazer nessas situações?

1. Há no grupo uma pessoa que quer competir com o monitor. O que ele deve fazer?

· Não demonstrar irritação e não entrar na competição;
· Dar espaço para que a pessoa possa expressar o desejo de falar e mostrar seu conhecimento;
· Aproveitar as lideranças espontâneas;
· Elogiar se a contribuição for boa;
· Estimular a participação de outros alunos/professores na discussão;
· Utilizar a divisão de tarefas. Na maioria das vezes, essa prática permite que todas as pessoas participem mais.

2. Há no grupo uma pessoa desinteressada, desviando a atenção da turma. Sugestão:

· Não tomar essa atitude como um desafio. Muitas vezes a pessoa não está interessada no tema e quer demonstrar sua má vontade. Outras vezes está vivendo uma situação delicada em sua vida pessoal. Tentar prosseguir normalmente com o trabalho sem entrar em choque.
· Se for possível, procurar demonstrar sutilmente e com delicadeza (com o olhar, com sorriso) que gostaria que ela se envolvesse mais.

3. Há no grupo uma pessoa muito falante ou muito tímida. Nesse caso:

· Para os falantes, valorizar as suas contribuições e, ao mesmo tempo, pedir que deixe espaço para os outros falarem;
· No caso dos tímidos, não forçar a fala, especialmente em público. A participação poderá ser mais efetiva em pequenos grupos.

 

 

 

 

 

 

 

Como controlar o que seu aluno vê na Internet?

Daniela Bertocchi Seawright


Aula na sala de informática. Alunos sentados à frente de computadores conectados à Internet. O professor perambulando pela sala na tentativa de desenvolver sua proposta de aula e, ao mesmo tempo, verificar se mais de trinta alunos estão navegando pelos sites "certos". Tarefa difícil. Mas a boa notícia que trago nesta quinzena é que o trabalho desse educador pode ser facilitado se nos computadores da escola existirem programas que proíbam o acesso a sites considerados lesivos* para crianças e jovens. A má notícia é que os melhores filtros são mesmo os estrangeiros – em outro idioma – e têm um custo. Vamos aos exemplos.

O CyberPatrol é um software que filtra conteúdos e monitora a navegação. Em uma escola, o programa poderia funcionar assim: o professor cria perfis de alunos, por exemplo "alunos do Ensino Médio" ou "alunos da 6ª série". A partir daí, para cada um dos perfis criados, ele ativa ou desativa determinadas categorias (violência, nudez, sexo, drogas, satanismo, racismo, pornografia etc.). Cada categoria contém uma lista de palavras e sites proibidos. Ao tentar acessar um site de conteúdo ofensivo, o aluno é automaticamente levado a uma página mais salutar. O programa também filtra os resultados das ferramentas de busca, impede que os usuários forneçam informações pessoais na Internet, como em salas de bate-papo, e restringe o acesso aos horários pré-determinados pela escola. É possível ainda obter um relatório de sites visitados pelos estudantes.

O programa supracitado pode ser utilizado gratuitamente por 14 dias. A licença custa algo em torno de US$ 185 para cinco computadores. Um filtro semelhante, o Kid Safe, sai mais barato, cerca de U$ 15. Outros produtos bem conhecidos são: Cybersitter, Net Nanny, Cybershoop e Surf Watch. A grande desvantagem desses softwares é ter de adaptá-los à Língua Portuguesa – o programa filtra sites que contenham as palavras "hardcore sex", por exemplo, mas não "sexo explícito", que devem ser adicionadas por quem o administra.

É sempre bom frisar que os filtros ajudam, mas não garantem totalmente uma Internet mais segura para crianças e jovens. É muito aconselhável que professores e pais discutam com seus alunos e filhos as formas mais saudáveis de navegação na web e os riscos embutidos em passeios inadequados. O próprio CyberPatrol elaborou um guia com orientações para pais e professores ("The Guide to Safe Internet Access at School and in the Home"). Seguem algumas dicas presentes no manual (veja o guia completo, em formato PDF, no CyberPatrol).


Dicas para professores e pais:

·  Conversem com crianças e jovens e, antes de ligar o computador, façam um combinado sobre o que (não) acessar;

·  Falem sobre as vantagens de uma navegação saudável e os riscos de se acessar sites hostis;

·  Perguntem quais são os seus objetivos, o que querem aprender e descobrir na Internet e por onde planejam navegar;

·  É importante questionar quais sites serão acessados e por quanto tempo, que pessoas podem ser encontradas pela web, como em chats, e até que ponto pode-se divulgar informações pessoais (nome, idade, endereço, nome da escola, fotos, telefones, senhas);

·  Aprendam a navegar junto com as crianças e os jovens. Deixem que eles sintam que vocês se interessam e pretendem participar dessa atividade com eles;

·  Confiram a lista de sites visitados e mantenham a lista de palavras e sites proibidos sempre atualizada;

·  Procurem instalar o(s) computador(es) em ambientes de fácil acesso, onde seja possível o tráfego de pessoas da família ou da escola; evitem a instalação em ambientes pequenos, com a máquina escondida atrás de portas que possam ser trancadas;

·  Suspeitem quando as crianças e os jovens esconderem disquetes e cds, mudarem a tela do computador rapidamente quando vocês entram no quarto ou sala, ou ainda se passarem horas na frente do computador, sobretudo à noite.

Por uma Internet mais saudável

Um relatório da ONU (Organização das Nações Unidas), encomendado pelo Congresso norte-americano e disponível no site da The National Academies, sugere um trabalho amplo de conscientização para proteger crianças e jovens de conteúdos agressivos da web. Nos EUA, há, inclusive, a “Lei de Proteção das Crianças na Internet” ("Children's Internet Protection Act/CIPA"), que, entre outras determinações, obriga bibliotecas públicas a instalarem filtros em seus computadores, sob pena de perderem seus financiamentos federais.

A “Associação de Avaliação de Conteúdo de Internet” ("Internet Content Rating Association/ICRA") criou recentemente um método de proteção de crianças que navegam pela Internet. Três grandes portais norte-americanos – AOL, MSN e Yahoo! – já adotaram esse sistema e agora identificam, por meio de selos de classificação, todos os conteúdos oferecidos em suas páginas. Pais e professores podem filtrar sites de acordo com seus princípios e valores individuais. Para fazer parte do projeto, acesse o site da Recreational Software Advisory Council. Aqui no Brasil, os provedores UOL, BOL, AOL e Terra oferecem filtros de conteúdo através de seus "discadores". É preciso ser assinante para usufruir da ferramenta.


* "Lesivos" por possuírem conteúdos considerados agressivos pelo senso comum, ou "inadequados" ao desenvolvimento da atividade proposta pelo professor naquele momento.
16/07/2002

 

Jose

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Instrutor de Informática para Comunidade.
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